A
primeira vez que o nome de Aiuruoca, na sua forma primitiva - Juruoca
- apareceu na história foi quando Bento
Pereira de Souza Coutinho, escreveu, em 29 de julho de 1694,
ao governo do Brasil e referiu-se ao itinerário das Bandeiras
Paulistas em Minas Gerais, mencionando o Rio Grande, cujas cabeceiras
estariam localizadas no Penedo dos Juruocas (papagaios de peito
roxo), hoje conhecido como Pico do
Papagaio.
João
de Siqueira Afonso, bandeirante de Taubaté, transpôs
a Serra da Mantiqueira e entrou em território mineiro, descobrindo
as minas do Sumidouro em 1702, as de Guarapiranga (atual Piranga)
em 1704, e impulsionado pela sua ambição, seguiu pelo
"Rio Grande" até a Serra dos Papagaios, onde em
1705 descobriu as minas de Aiuruoca e em 1706 fundou o arraial de
mesmo nome (Aiuruoca).
Pela
Resolução nº 17 de 14 de Agosto de 1834, Aiuruoca
foi elevada à categoria de vila por ato do Regente
Feijó, com seu território desmembrado do município
de Baependi e sua instalação se deu no ano seguinte,
isto é, no dia 07 de setembro de 1835.
Pela
Lei Provincial nº 1.510, de 20 de julho de 1868, ganhou sua
emancipação política sendo elevada à
categoria de cidade.
Na
divisão administrativa do Brasil, o município, em
1911, era composto de sete distritos: Aiuruoca (criado pelo Alvará
de 16 de fevereiro de 1724 e por Lei Estadual nº 2, de 14 de
setembro de 1891), Serranos, Passa-vinte, Alagoa, Carvalhos, Bom
Jesus do Livramento (atualmente Liberdade) e Rosário da Bocaina
(atualmente Bocaina de Minas).
Pela
Lei Estadual nº 843, de 07 de setembro de 1923, Alagoa foi
transferida para Itanhandu e pelo Decreto nº 418, de 17 de
dezembro de 1938, os distritos de Liberdade, Bocaina de Minas e
Passa Vinte, passaram a pertencer ao município de Liberdade.
Em 1948 Carvalhos, constituiu o município do mesmo nome (Carvalhos).